Reciclar cartuchos de impressora! Isso é algo que faço sempre, mas vale o exemplo! Além de economizar um dinheirinho (o cartucho reciclado é metade do preço!), diminuímos o lixo.
Para quem tem dúvidas sobre reciclagem ou recarga de cartuchos aí vão algumas dicas:
- o cartucho original vazio que você tem pode receber várias recargas de tinta, basta levar ao posto de recarga mais próximo de sua casa ou trabalho;
- não demore mais de 30 dias para levar seus cartuchos vazios para reciclagem, senão a tinta seca e pode impedir a reciclagem;
- peça sempre garantia do fornecedor, se o cartucho não funcionar, exija a troca;
- o cartucho reciclado NÃO estraga a impressora! Também não cancela a garantia da impressora, pode ser usado livremente.


Dicas: 5 truques para fazer suas fotos impressas durarem mais

Por Jonathan Wylie, PC World EUA

Publicada em 12 de dezembro de 2010 às 09h00
Sem o cuidado adequado, as fotos de sua impressora doméstica podem se apagar rapidamente; veja como mantê-las por muito mais tempo.

É uma triste verdade, mas o brilho de suas fotos impressas em casa não irá durar para sempre. Com o tempo as cores irão enfraquecer e os detalhes vão se perder. Entretanto, há algumas formas simples e eficientes de prolongar a vida de suas imagens impressas. Se você quer deixá-las vibrantes e coloridas por muitos anos, adote as seguintes medidas preventivas:

1. Compre equipamento de qualidade
Invista em uma boa impressora, evite cartuchos genéricos ou remanufaturados e use o papel fotográfico recomendado pelo fabricante de sua impressora. Papel genérico, cartuchos “compatíveis” e sistemas de tinta “bulk” podem parecer um bom negócio a princípio, mas as impressões vão durar muito mais se você seguir à risca as recomendações do fabricante. A Epson, por exemplo, diz que fotos impressas com seu papel e tinta próprios duram até 200 anos quando armazenadas em local escuro, ou 96 anos se exibidas atrás de um vidro.

2. Invista em um álbum
Colocar fotos impressas em um álbum aumenta sua longevidade, já que isso as protege da luz. Dê um passo além e invista em um álbum que use papel “para arquivo” sem ácido. Eles não são tão caros quanto você pensa.

3. Use um porta-retratos
Coloque suas fotos em um porta-retratos, protegidas por um vidro e longe da luz do sol. Uma das formas mais fáceis de estragar uma foto é colocá-la em um local que recebe a luz direta do sol na maior parte do dia, já que a radiação ultravioleta degrada os pigmentos que compõem a tinta. Para os melhores resultados, coloque seus porta-retratos em um local iluminado por luz artificial.

4. Evite a umidade
Evite guardar as fotos em locais úmidos como um armário no porão ou no sótão. A temperatura ambiente é muito menos nociva à impressão, embora um local fresco, seco e escuro seja o ambiente ideal.

5. Evite empilhar
Evite empilhar as fotos uma sobre a outra assim que elas saem da impressora. Em vez disso, espere a tinta secar completamente para evitar que as fotos grudem uma na outra e causem falhas na impressão. Embora não seja sempre necessário, a HP recomenda que você espere até 24 horas antes de empilhar suas fotos.

O que mais intriga nesta matéria é a primeira afirmação, que não podemos usar suprimentos não originais para imprimir fotos. Será que é verdade? Será que é exagero? Sobre os outros aspectos, todos devem ser seguidos, para que a sua fotografia não estrague antes do tempo.
Pensando no papel fotográfico, este é um sanduíche de várias camadas de resinas especiais, capazes de absorver seletivamente as tintas, ancorando-as em definitivo. Atualmente podemos encontrar papéis resistentes à água por preços bem acessíveis, além de ter papéis resistentes a intempéries, como poluição ou luz, porém não são tão eficientes como a própria tinta.


O que mais intriga nesta matéria é a primeira afirmação, que não podemos usar suprimentos não originais para imprimir fotos. Será que é verdade? Será que é exagero? Sobre os outros aspectos, todos devem ser seguidos, para que a sua fotografia não estrague antes do tempo.

Pensando no papel fotográfico, este é um sanduíche de várias camadas de resinas especiais, capazes de absorver seletivamente as tintas, ancorando-as em definitivo. Atualmente podemos encontrar papéis resistentes à água por preços bem acessíveis, além de ter papéis resistentes a intempéries, como poluição ou luz, porém não são tão eficientes como a própria tinta.



Mas, por que a afirmação do Sr. Wylie nos causa tanta estranheza? Qual o fundamento para reprovar nossas tintas? Infelizmente a afirmação é verdadeira... Não porque nosso Mercado não consegue produzir cartuchos que imprimam sem falhas ou riscos, mas porque a esmagadora maioria das tintas que estão à disponibilidade para venda não conseguem atingir tais níveis de qualidade.

A qualidade da impressão final é uma somatória de inúmeros fatores, onde o processo de remanufatura é apenas um deles. A qualidade da tinta é tão ou mais importante para o sucesso. Infelizmente a visão sobre qualidade das impressões é muito míope em nosso ramo.

Os grandes fabricantes de tinta possuem formulações específicas para a criação de tintas quase tão boas quanto as originais. Existem à disposição dos fabricantes fórmulas e bases especiais, capazes de criar tintas com resistência a intempéries muito semelhantes às originais, ou seja, capazes de manter a qualidade da fotografia por décadas.

Mas, por qual motivo estes fabricantes, nacionais em sua maioria, não se interessam em fabricá-las e disponibilizá-las ao reciclador? Um motivo simples: nossa miopia. Nós, recicladores de cartuchos, não estamos exigindo esta qualidade tanto quanto deveríamos.

Outro fator, desta vez muito mais grave, está relacionado a um problema muito recorrente no Brasil: a falsificação de mídias. Segundo dados coletados de fontes oficiais, o número de mídias totais vendidas em 2010 no Brasil poderá chegar a 6 bilhões de unidades.

Por que um falsificador de mídia iria usar em seus porões uma tinta de alta qualidade? Ele necessita apenas de uma tinta que “funcione”, ou que dê uma qualidade mínima satisfatória para que ele possa vender sua mídia nos semáforos ou nas tendas pela rua o mais rapidamente possível, e sumir com o dinheiro.
Esta quantidade de mídia falsificada pode consumir mais de 70 toneladas de tinta, e certamente é um bom negócio para qualquer fabricante de tinta. O culpado nesta história é o usuário final que compra a mídia falsificada, que, sem saber, acaba por movimentar uma imensa indústria por trás daquele inocente filminho comprado por R$ 3,00 de um camelô.
Esquecendo um pouco do desvio de utilização, podemos focar novamente na afirmação em questão: de que sistemas de alimentação contínuas e cartuchos não originais não produzem tintas de qualidade, e será o que faremos nos próximos parágrafos:

Os sistemas de alimentação contínua, ou CISS, ou Bulk Inks, são tão antigos quanto os próprios cartuchos de impressão... Lembro-me quando comecei no ramo, a mais de 15 anos, quando recebi um cartucho Encad, que na realidade era um cartucho HP 51626A adaptado, com uma longa mangueira semelhante à uma mangueira de soro médico e um tubo contendo 500ml de tinta específica para plotter. Os próprios plotters, ou impressoras de grande formato, quase todos, são compostos de CISS, ou seja, o CISS não pode ser o vilão da nossa história.

Já a impressora usada, uma Epson, Brother ou HP, usa os mesmos circuitos de impressão, com exatamente as mesmas características de uma impressão original. De qualquer forma, a impressora não sabe que está usando um CISS ou um cartucho original (se soubesse não imprimiria).

Os CISS também se tornaram grandes aliados para pequenos serviços de terceirização de documentos, ou para quem quer imprimir em colorido com baixo custo e encontramos estas impressoras em pequenos escritórios e domicílios (você por acaso tem algum filho em idade escolar, com dezenas de trabalhos para imprimir?).

Conversando com vários usuários de CISS, bem como com empresas que, idoneamente, oferecem as impressoras adaptadas para usuários interessados, todos me relataram a preocupação da tinta ser “boa o suficiente” para não entupir o sistema ou os cabeçotes das impressoras. Novamente, não encontramos no sistema ou na impressora, o vilão da história...

Nos sobra, portanto apenas a tinta. As tintas originais são sim fabricadas pensando-se em uma alta resistência a intempéries como poluição (ação de agentes como óxidos sulfurosos, óxidos nitrosos ou Ozônio), umidade e a própria luz solar. As moléculas dos corantes de tinta são fabricadas com uma espécie de capas protetoras, que fazem com que a tinta resista muito mais do que as tintas não originais.

Porém, como disse anteriormente, as tintas de nosso Mercado podem chegar a tais níveis de resistência quanto suas concorrentes originais: primeiro, podemos já oferecer tintas pigmentadas coloridas, muito mais resistentes à intempéries do que as tintas corantes, inclusive coloridas, e segundo, podemos sim produzir tintas corantes tão resistentes quanto suas similares originais.

O que é claro para todos é o custo da tinta “especial” ou tintas resistentes à UV ou poluição. Mas, será que o custo realmente é tão expressivo?




Na figura anterior, vemos a ação dos raios solares e poluição, causando danos à molécula de cor, causando o chamado “esmaecimento das cores”. Já na próxima figura vemos os pigmentos tratados resistindo muito mais a intempéries. Estes tratamentos obviamente encarecem o produto, porém não tanto quanto esperamos.



Um Cartucho Epson tradicional (T073 preto) rende cerca de 370 páginas e consome 7ml de tinta para tal. O custo de um litro de tinta corante padrão custa ao consumidor final cerca de R$ 50,00 (bem caro por sinal), ou seja, para estas mesmas 370 páginas, o custo seria menor que R$ 0,001 por página (segundo a norma ISO/IEC 19752). Supondo que a tinta produzida com pigmentos, segundo as melhores formulações e usando as melhores dispersões, custe R$ 200,00 o litro. Mesmo assim o custo continuaria menor que 1 centavo por página... Continua sendo uma economia brutal para o usuário final, que ganharia em qualidade, principalmente em durabilidade das fotos impressas.

À frente mostraremos na prática o efeito nocivo da exposição à luz e poluentes de uma mesma fotografia impressa com tinta corante (comum), e pigmentada (especial). Veja que, mesmo em uma foto com corante sem exposição ocorre o esmaecimento – estas fotos estão com 16 meses de exposição a ozônio (16 partes por bilhão – a metade do que temos na cidade de São Paulo) e luz solar.

Os pigmentos são naturalmente mais estáveis à luz e à poluição, chegando a estabilidades próximas a 200 anos, segundo testes realizados pelo Wilhelm Imaging Research. Novamente a pergunta é: por que não temos disponíveis para compra tintas para CISS pigmentadas? A resposta novamente é simples: lei da oferta e procura.



Sinceramente acredito que teremos em um futuro breve tintas pigmentadas disponíveis para aquisição, principalmente nos fabricantes nacionais, mas isto certamente dependerá na maior demanda por fotografias digitais nos consumidores finais.

Esta maior demanda dependerá da maior confiança nos comerciantes de tintas e de sistemas com alimentadores contínuos de tinta, e nos próprios consumidores finais, os verdadeiros usuários destas tintas, pois como é de domínio público, a quantidade de dispositivos de fotos digitais como celulares, câmeras e afins, está aumentando a cada dia.

O Instituto Cássio Rodrigues foi fundado em 2006, pelo Eng. Cássio Rodrigues com o intuito de estudar, profissionalizar, qualificar e melhorar o mercado de remanufatura.
Seu Fundador, hoje com mais de 15 anos de experiência no ramo e verificando os motivos porque tantas empresas têm dificuldades em manter os padrões de qualidade aliados a falta de conhecimento não apenas no que se refere a questões técnicas, mas também, comercialização, fornecimento e logística, criou o instituto onde o aluno encontra soluções para gerar um verdadeiro crescimento e lograr sucesso profissional. O mercado está mais exigente onde sobreviverão somente os melhores.
As marcas, modelos e imagens aqui postadas são utilizadas meramente em caráter informativo.
Contatos cassio@cassiorodrigues.eng.br.





Definindo o que é um “Cartucho Falsificado”

Por Allen D. Westerfield


A Coalizão de materiais para a reprodução de imagens (ISC em sua sigla em inglês) é uma organização dedicada a conscientizar, autorizar e proteger os consumidores para combater a falsificação e fraude na indústria de insumos de imagens. A ISC é uma associação comercial sem fins lucrativos composta de fabricantes de equipamentos original de equipamentos e consumíveis que se uniram para proteger a seus clientes combatendo atividades ilegais na indústria do insumo de imagens.

Os membros da Coalisão incluem empresas como Brother International Corporation, Canon U.S.A., Inc, Epson America Inc., Hp, Lexmark International Inc, Oki Data Corporation, Samsung Electronics America Inc, Toshiba America Business Solutions Inc e Xerox Corporation.

A missão da ISC é proteger os clientes de seus membros, de produtos e serviços falsificados através da busca pela proteção global da propriedade intelectual e ativos relacionados aos distribuidores, fornecedores e fabricantes da indústria de insumos de imagem. Isso acontece por meio de capacitação e conscientização na identificação de produtos falsificados, métodos de segurança do produto, técnicas para evitar fraudes em vendas telefônicas e comércio online promovendo leis e seu cumprimento.

Em seus 16 anos de história a ISC atingiu muitos objetivos no combate a falsificação e a fraude e se estabeleceu como uma força internacional da indústria de insumos de imagem bem como uma organização líder de proteção da propriedade intelectual. Desde organizar um programa único para autenticar um produto altamente eficiente e publicar centenas de artigos sobre temas relacionados com falsificação, até trabalhar com o Conselho Estratégico Assessor da Aduana dos Estados Unidos, a ISC gerou e continua gerando resultados sem precedentes em combater a fraude industrial.

Programa “Autenticação de produto ISC: “Diante da dúvida…certifique-se”
O programa “WIDCIO” (de “When in doubt…Check it out”), desde sua implantação eliminou do comércio centenas de produtos ilegais. Também conduziu as empresas membro da Coalisão a fonte dos produtos resultando em processos tanto civis como criminais nos Estados Unidos, Europa, América Latina, Canadá, Austrália e Ásia.
Definindo o que é um “Cartucho Falsificado”
Em alguns aspectos o problema de falsificação na indústria de insumos de imagens é mais complexo que em muitos outros. Essa complexidade é conduzida pela existência de uma legítima remanufatura, composta por cartuchos compatíveis recarregados, remanufaturados ou novos. Devido a isso, com freqüência há confusão quanto ao que é exatamente um cartucho falsificado. A discussão indicada a seguir esclarecerá, mas não deve ser tomada como uma assessoria legal. Se você tem perguntas sobre a legitimidade dos produtos que está utilizando, por favor, obtenha a assessoria legal adequada.

Um cartucho falsificado é um produto de terceira marca “falsificado” como um cartucho original OEM. O produto falsificado mostra ao consumidor marcas registradas e direitos de autor do proprietário da marca. Os cartuchos de impressão falsificados enganam ao consumidor fazendo com que acreditem que são produtos genuinamente OEM. Isso não significa que todos os produtos recarregados ou remanufaturados sejam falsificados ou fraudulentos. Um cartucho recarregado ou remanufaturado que não exibe marcas registradas ou direitos do autor OEM pode ser legítimo. Os produtos legítimos recarregados ou remanufaturados existem no mercado em sua embalagem e dizem que são “recarregados” ou “remanufaturados”.

Uma segunda área de preocupação é o crescimento dos cartuchos compatíveis clonados. Quando esses produtos são embalados como um compatível sob uma marca não OEM, não são falsificações ou violações da propriedade intelectual e, no caso que corresponda, poderiam ter potenciais problemas de patentes e/ou imagem comercial. Algumas marcas OEM apresentaram ações legais e receberam sentenças contra empresas que alegavam violar suas patentes.

Os produtos falsificados ou infratores podem incluir:
• Um cartucho remanufaturado vendido como um cartucho OEM novo
• Um cartucho compatível ou clonado vendido como um cartucho OEM novo
• Um cartucho compatível ou clonado vendido como um cartucho OEM remanufaturado
• Carcaças vazias novas vendidas como uma carcaça OEM
• Cartuchos que violam a imagem comercial fazendo o consumidor acreditar que está comprando um cartucho OEM

Essa discussão está ilustrada no seguinte gráfico:




Como conclusão e como presidente da ISC, diria para todos os integrantes da nossa indústria que trabalhem conosco para vencermos os falsificadores, um inimigo comum e prejudicial. Proponho um trabalho conjunto para desenvolvermos uma atitude de tolerância zero contra a falsificação e fraude em nossa indústria.

Para saber mais da ISC e suas atividades, visite o site www.isc-inc.org

Sobre o autor
Allen se uniu a ISC em dezembro de 2006 logo após a sua saída da Lexmark International, onde exerceu numerosas posições executivas em marketing de produtos de impressoras. Antes de trabalhar na Lexmark Westerfield foi funcionário da IBM.

Durante 15 ano de carreira na Lexmark, Westerfield exerceu cargos como Diretor de Marketing de Produtos para ambas unidades Enterprise e Consumer Business. Também foi Diretor de Marketing nos Estados Unidos e Diretor de Marketing na região da Ásia Pacífico.
Nesses cargos Westerfield anunciou e desenvolveu alinha de produtos laser Optra, introduziu as primeiras impressoras laser coloridas Lexmark, as primeiras impressoras inkjet Lexmark e a primeira MFD. Westerfield foi o gerente de planejamento para a introdução da primeira desktop laser da IBM: a 4019.

É graduado pela Universidade Brescia e fez MBA na Universidade de Kentucky. Também se graduou no Instituto de Sistemas de Investigação da IBM. Westerfield é conferencista e autor em matéria de falsificação.